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Universidade e Mercado ?

Universidade e mercado: reflexões sobre o caso do cinema e do audiovisual

Por Cezar Migliorin (11-04-2011)

No último final de semana de março, dezenas de professores de cinema ligados ao FORCINE  (Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual) se reuniram nas confortáveis instalações da FAAP para debater o ensino de cinema e audiovisual no Brasil. Uma das questões centrais desse último encontro foi a relação entre as universidades e o(s) mercado(s). O debate não é novo, mas nesse momento em que o trabalho, não só no cinema, mas em toda a economia, vem sofrendo profundas transformações, a discussão parece ganhar urgência.

O lugar da universidade

            A permeabilidade entra as práticas e invenções da vida universitária e a inserção profissional parece evidente. Por que isso interessa? Primeiramente porque  a precariedade, a intermitência do trabalho nos primeiros anos após a universidade – e que talvez não acabe nunca mais para aqueles que desejam o cinema e as artes – é a condições de trabalho no mundo hoje. Se antes o trabalho intermitente era fundamentalmente o lugar dos artistas, hoje ele parece abarcar todos os tipos de inserção profissional em que cada um deve ser um empreendedor de si. Gostemos ou não, é para a precariedade e para a constante demanda de mobilização total que nossos estudantes precisam estar preparados. Mesmo que seja para criticar tal pressuposto.

            Nesse sentido, na universidade podemos muito mais do que preparar nossos alunos para o mercado, como se “o mercado” existisse antes daquilo que  ele virá capturar na universidade e na vida dos estudantes. O que vemos hoje é que o mercado invade as universidades atrás de inovação e modos de vida. Preparar para o mercado suporia que ele é reconhecível e possui parâmetros duráveis, enquanto, na verdade, a velocidade de suas mudanças é parte de sua enorme força. Nossos alunos devem operar na transformação e para isso a formação não pode se centrar nas demandas de hoje, mas na possibilidade de inventar demandas, nas possibilidades de transitar entre diversas demandas e eventualmente, um dia, fazer uma opção de aprofundamento. Dai nascem os fotógrafos, montadores, distribuidores, etc. O que a pergunta “preparar ou não para o mercado” corre o risco de colocar à sombra é a importância da universidade como espaço de invenção de novas formas de intervenção na sociedade e nos territórios. Formas que passam pela criação entre professores, pesquisadores e estudantes.

            Se inventar lugares em que nossas capacidades e talentos sejam exigidos é algo que se faz necessário em lugares com mercados consolidados, como o Rio de Janeiro e São Paulo, o que falar das escolas de cinema e audiovisual que se encontram em Natal, Goiânia, Manaus, Aracaju? A existência dessas escolas é inseparável de uma criação que pense o cinema e o audiovisual para além do que o mercado nos oferece hoje.

            Como vemos, todas as vezes que pensarmos dentro da uma dicotomia colocada em termos de ser contra ou a favor do mercado na universidade, estaremos desconsiderando o que já é a realidade da universidade e do mercado. Ou seja, a universidade é atravessada pelo mercado, mas não pode ser pautada por ele, sob o risco de formamos técnicos sem perspectivas, incapazes de efetivamente acompanharem, questionarem, inventarem e se inserirem no mercado.

            Nesse sentido, formamos pessoas para a vida e não para uma capacitação imediatista, o que não significa, obviamente, que os estudantes de cinema e audiovisual hoje não terão trabalho, nem que este universo pós-emprego é o melhor dos mundo. Isso significa que não terão renda e que essa perspectiva é apenas para a elite, apta a se organizar na precariedade? Não, mas é aí que parece estar o embate e grande parte da luta. Que a precariedade é o destino do trabalho contemporâneo, não há dúvida. Se nos interessa a inserção democrática nesse campo, nesse mercado, para além de trabalhadores descartáveis, mesmo dos mais pobres que passam pelas universidade, não me parece que com a nostalgia do emprego ou com uma formação pautada pelas demandas imediatistas resolveremos o problema. Não é com nostalgia das linhas de montagem ou dos sindicatos fortes que encaminharemos bem o problema. O desafio não é pequeno, mas a universidade é certamente um lugar privilegiado para inventarmos formas de estar no trabalho e no mundo, de maneira socialmente responsável e ganhando a vida.

Qual a relação das Universidades devem ter para com o mercado ?

Artigo na Integra.

http://a8000.blogspot.com.br/2011/04/universidade-e-mercado-no-capitalismo.html

Outras Reflexões.

http://marxbrito.blogspot.com.br/2008/02/qual-o-papel-da-universidade.html

http://cascavel.ufsm.br/revistageografia/index.php/revistageografia/article/viewFile/66/125 

 

34 Respostas para “Universidade e Mercado ?

  1. Paulo Flavio de Andrade ( Acadêmico do Curso de Ciências Sociais ).

    21 de maio de 2014 at 5:16 pm

    Entendo que deve se debater o que é universidade.
    E caso entendermos que universidade é o locus da pesquisa e inovação, então, teremos que considerar que 90% das universidades que o Brasil tem podem ser sumariamente fechadas, depois, – insistindo – em sendo a universidade o locus da pesquisa e inovação, ela não precisa estar a mercê do mercado, terá que responder para ele apenas quando dele reclamar financiamento. Ou seja, nos casos em que o acadêmico/pesquisador desejar empreender uma pesquisa que implicará em gastos de recursos econômicos, os quais, ele não pode prover, necessitando para tanto da iniciativa privada para financiá-lo.

     
  2. Jonas Daniel Masiero ( Acadêmico do Curso de Ciências Sociais ).

    21 de maio de 2014 at 5:53 pm

    Sem dúvida, Von Andrade.
    Grande parte das universidades brasileiras, não produzem pesquisa e inovação estão voltadas apenas a formação para o mercado. A iniciativa privada levanta orçamento para os pesquisadores, mas também espera algo em troca. Portanto, se a pesquisa obtiver resultados econômicos para iniciativa privada será desenvolvida, e se não ?
    Não estaremos enfrentando a morte da Paideia?
    A morte de uma educação voltada para o desenvolvimento do ser humano?
    A racionalidade do mercado não está freando o desenvolvimento ?

     
    • paulo flavio de andrade

      22 de maio de 2014 at 9:08 am

      Defendo esta posição Jonas a partir do seguinte raciocínio:
      Há três vias para financiar uma pesquisa, a primeira com recursos do próprio pesquisador, assim sendo, ele pode fazer a pesquisa que ele desejar, por mais inútil que ela possa ser. A segunda é com recursos da classe empresarial, que de modo geral exigirá algum retorno. A terceira é com recursos da sociedade através do governo. Então cabe duas perguntas: – É justo o governo usar os recursos da população em financiamentos que não darãm retorno? Eu entendo que não, aos meus olhos não é justo usar os impostos pagos por um pai de família para financiar uma pesquisa que não dará qualquer retorno a este pai de família; – Havendo muitas pesquisas, quais dentre elas o governo deve escolher, entre as pesquisas que apresentam retorno ou que não apresentar retorno? Respondo esta com uma pergunta, qual pesquisa os impostos pagos pelo seu pai devem financiar? A pesquisa sobre o conceito de sublime em Kant ou a pesquisa sobre o vírus da gripe ou outra coisa do gênero que no futuro talvez seu pai ou os sobrinhos deles serão beneficiados?
      Insisto, não vejo problemas em pesquisas “inúteis”, desde que sejam financiadas pelos próprios pesquisadores, o problema nasce quando são recursos da população.

       
  3. Emanuely Curso de Pedagogia

    22 de maio de 2014 at 12:19 am

    É óbvio que a universidade na contemporaneidade se presta apenas à formação técnica e instrumental, direcionada ao mercado de trabalho, e mesmo assim, o faz mal feito.
    Dois exemplos, o surgimento de novos cursos geralmente ligados aos novos “nichos de mercado”. A Universidade se presta a mostrar como atuar de forma instrumental na área, mas não amplia a discussão sobre o contexto histórico, social e económico que o segmento atuará e nem seus desdobramentos. Por exemplo, a espantosa velocidade das mudanças no mercado de trabalho.
    Outro exemplo poderia ser visto na Educação, com a necessidade de levar educação à todos os brasileiros, a partir da redemocratização do país nos anos 80, e principalmente a partir da década de 90, viu-se a necessidade de formar profissionais para tantos – professores- o que se viu foi uma proliferação de cursos – de qualquer jeito, a distância, por exemplo, para suprir uma demanda de mercado que surgia. O detalhe é que a discussão sobre a importância da formação, o cuidado com a formação intelectual e peculiar da formação pedagógica, ficou de lado.
    Essa preocupação passou a largo das Universidades.

     
  4. Henrique Pedron (3º Ano - CESB)

    25 de maio de 2014 at 9:00 pm

    Essa situação que ocorre com alta frequencia, hoje em dia, os “profissionais” chegarem despreparados ao mercado de trabalho, deve-se primeiramente à implantação de tantas e tantas cotas nas unidades de ensino, pois segunda estas o estudante é avaliado de acordo com “condições” (cujas, ao invés de ajudar, fortalecem ainda mais os preconceitos nessa sociedade desigual em que vivemos) e não, com o que seria correto, pelo preparo que tiveram, pelo seu mérito e suas capacidades ( já que o individuo deve ter “conhecimento, habilidade e atitude” como todos falam por ai…), a questão é que além de não termos tantos bons profissionais (com algumas exceções, é claro), muitas faculdades não tem estrutura para, além de mostrar a teoria, ensinar o aluno á como aplicar seus conhecimentos na sociedade, pois o papel de uma tão importante unidade de ensino é preparar um aluno para o mercado de trabalho é claro, mas pra a vida cotidiana na sociedade, para com que ele possa mostrar suas ideais e agir perante pressão. Pois para que o Brasil seja um pais de 1° mundo precisamos de pessoas preparadas em várias áreas da estrutura social. E isso está acontecendo?

     
  5. Bruno Braghini 3°A

    25 de maio de 2014 at 9:58 pm

    A faculdade e a universidade são os grandes responsáveis por ensinar aos novos profissionais questões que envolvem o mundo corporativo, mas parece que isso não está sendo feito. Observa-se que são poucos os cursos que se preocupam em inserir em sua grade curricular matérias que abordem questões sobre rotina profissional e comportamento.

     
  6. Francisco Miguel Baggio - Nº 16 -3ª A- CESB

    26 de maio de 2014 at 1:17 am

    Para ser um texto de reconstrução do pensamento de uma sociedade que hoje só almeja sucesso mesmo passando por cima de todas as virtudes. Fica embaralhando em algumas partes, principalmente pois a universidade não é o grande problema, o grande problema é a sociedade ela se deixo ser alienada de tal forma que não querem mais conhecimento mais sim satisfação econômica. E essa é a tal historia : “os meios justificam os fins”
    pois o meio em que estamos inseridos hoje, necessitamos sempre da mesma coisa até para sair da nossa propria casa, que é o dinheiro, e quanto mais “evoluimos” mais queremos sermos melhores do que os outros, o que nos leva a termos uma ambição de sucesso.
    talvez nunca possamos mudar esse fato, pois teríamos que reconstruir nossa sociedade capitalista.
    E para mudarmos isso, teríamos que cortar as raízes para que nasçam novos galhos,folhas e frutos nessa arvore que é a nossa educação, pois desde o momento em que temos um lapso de razão, isso la pelos 2 anos de idade, somos influenciados pelo capitalismo, que nos faz sempre almejar o sucesso antes de tudo,,, então professores, pais, colegas,amigos,avós, todos acabam contribuindo para nos tornarmos mais um ser alienado!. É algo quase imutavel pois ja corrompeu todos nós, de um jeito ou de outro nós somos obrigados a entrar nisso .

     
  7. Mateus E. Skczekowski nº31 série 3ºA

    26 de maio de 2014 at 11:12 am

    O problema está desde a raiz do ensino, desde a pré escola até o ensino médio, nos dizem que a felicidade está no sucesso econômico, este ponto é reforçado nas universidades, que apenas tem um pensamento capitalista , visando apenas preparar “empresários de sucesso” . Assim esquecendo de valores fundamentais da sociedade

     
  8. Everton Freitas 3A n14

    26 de maio de 2014 at 11:15 am

    hoje em dia a situaçao é que,as universidades nos preparam para um mercado de trabalho,visando o sucesso,pois boa parte parte do interesse,se nao todo e voltado á economia,ao capital,o problema nao pode ser voltado a um unico local,ja que a maioria dos problemas vem da base..

     
  9. Patrick F. Parizotto 3º B

    26 de maio de 2014 at 11:22 pm

    Seguinte , acredito que podem haver 2 pontos de vista.

    1 º Aquele jovem que pensa num futuro não muito planejado onde vê que a universidade como apenas um instituto com objetivo de preparar ele para o mercado sendo que ele quer apenas a profissionalização de sua área de interesse, podemos dizer que “A Universidade é somente a preparação para o mercado.”

    2 º Ponto de vista são de jovens que não querem somente passar por esse processo de estudar se formar e trabalhar, ou seja são aqueles que visam o que querem de seu futuro, e refletem sobre ele, visam sua rota, não apenas pensando em sua vida econômica mais percebem ao seu redor a diversidade de fatos sobre a sociedade e cultura que eles vivenciam e sabem que vão precisar mais do que uma simples preparação mais vão ter que ter seu pro pio pensamento Auto Critico e Opinativo.

    Para mim a universidade deveria proporcionar ao estudante uma expectativa do que ele encontrara no mercando e fora dele … mais não somente a universidade deve fazer isso , isso dever também partir da comunidade educacional ou seja teríamos que reconstruir o sistema educacional e faze-lo visar um futuro não somente focado no mercado de trabalho mais sim no ambiente cultural e social.

     
  10. Franklin Mattos N17 3A

    27 de maio de 2014 at 1:41 pm

    A questão sobre as universidades é bem ampla. Sabe-se que o verdadeiro papel desta instituição deveria ser ensinar, educar e transmitir cultura por intrmédios sistemáticos. No entanto, as universidades nos preparam para o consumismo. Em nossa sociedade capitalista estudamos apenas para, futuramente, ganharmos dinheiro e movimentar o mercado, um dos pilares do capitalismo.

     
  11. Luiz Fernandes 3º B

    28 de maio de 2014 at 2:29 pm

    As universidades devem sim preparar pessoas capacitadas para o mercado de trabalho, de certa forma os formandos ja deveriam sair com competência absoluta para desempenhar uma boa função em seu trabalho, teriam a capacidade de serem profissinais qualificados e poderiam ate mesmo ajudar a administrar uma empresa. Mas para isso seria precisso o comprometimento do aluno.

     
  12. Lucas Rodrigues 3ºB

    28 de maio de 2014 at 2:38 pm

    A questão sobre a universidade surge um amplo debate.Pois na minha a opinião a universidade não é um lugar só para pagar e ter uma profissão e um diploma na mão,mas sim um lugar que prepara o jovem pro mercado de trabalho um lugar que mostra quais são as alternativas de trabalho não só ganhar financeiramente mais sim em conhecimento para contribuir para a nossa sociedade que cada vez mais possam quebrar barreiras principalmente aqueles que são de uma classe menos favorecida. Pois é através da universidade que vai nos preparar para o nosso futuro pois a maioria dos jovens quando começam cursar uma universidade pensam num futuro mais digno e serem independentes para que possam ser chamados de verdadeiros Vencedores.

     
  13. Bruno Daldin Nº40 3º A

    29 de maio de 2014 at 5:16 pm

    O sistema educacional atual talvez seja um dos responsáveis por essa ‘preparação’.Onde desde que entramos em centros educacionais somos motivados a ter um padrão vida,onde apenas aquele que possui certo grau de escolaridade consegue seguir os padrões atuais.
    Os centros de ensinos acabaram sendo vítimas do ”cruel” consumismo que nos cerca,onde precisaram de adaptar para não apenas ser uma memória em nossas mentes.

     
  14. Anderson Inácio Mendes Nº02 3°A

    30 de maio de 2014 at 2:53 pm

    Nossas vidas são motorizadas por um padrão social, onde o único intuito é viver para o mercado, para o consumo. Tudo o o que fazemos, na sociedade atual, liga-se ao capitalismo em que, muitas vezes, a aquisição é o que forma o caráter. O papel desempenhado pelas universidades busca preparar novos indivíduos para o mercado, pois, sem um currículo, o sujeito passa a integrar o grupo da ignorância.

     
  15. Ronaldo Charnoski (CES

    30 de maio de 2014 at 7:06 pm

    A sociedade evolui com profissionais qualificados para atender as necessidades sociais. Para que isso ocorra, é fundamental o trabalho das universidades que formam esses profissionais. As universidades são vistas como ponto de partida para o mercado, o que é fato. Porém, é importante destacar que as universidades ampliam a visão de seus alunos e transforma-os em profissionais preparados e qualificados para aplicarem na sociedade o que aprenderam, contribuindo para diminuir os problemas sociais da maneira que podem.

     
  16. Vitor Felipe (CESB - 3ª A - Nº 39)

    30 de maio de 2014 at 10:28 pm

    Atualmente o mundo vive nesta onda capitalista de consumo e mercado, onde um indivíduo só tem utilidade quando movimenta esse mercado. É esta visão consumista que influencia os indivíduos desde pequenos à pensar que para ter utilidade para a sociedade ele deve consumir e ser uma pessoa de sucesso na vida. Essa imagem é passada muitas vezes pelas instituições de ensino e a universidade em vez de criar seres intelectuais, esta formando mão de obra para continuar movimentando o capitalismo.

     
  17. Lucas Eduardo Taraciuk (N°25) - 3ª A - CESB

    30 de maio de 2014 at 10:43 pm

    A principal função de uma Universidade é preparar para o mercado de trabalho, além formar profissionais com atitude e que tenham uma visão mais ampla e critica da sociedade.
    O mercado está cada dia mais concorrido, e se não estivermos capacitados e aptos, com certeza ficaremos para trás. Vivemos em uma sociedade capitalista, para se conquistar algo precisa-se de esforço e muita dedicação, é cada um por si, a Universidade tenta passar o conhecimento e a educação necessária para que possamos nos destacar em determinada área, basta a vontade e interesse de cada um para se dar bem entre muitos.

     
  18. Maisa Alionço nº28 3ª A - CESB

    31 de maio de 2014 at 3:17 pm

    A Universidade deve ser reconhecida como um papel importante para o desenvolvimento humano numa sociedade capitalista, onde os melhores se destacam com suas habilidades e conhecimentos. Sua missão é de auxiliar os alunos para que tenham suas opiniões formuladas e criticas diante a realidade da sociedade, na ajuda para o avanço cientifico e tecnológico. A Universidade deve sim ter como função de ajudar a construir um cidadão em todo lugar no mundo.

     
  19. Bruno Rubbo (CESB 3ªA Nº8)

    4 de junho de 2014 at 10:01 pm

    É essencial que uma Universidade prepare seus futuros profissionais para o mercado, mas também não se deve ser descartada a preparação para a sociedade. Objetivo da Universidade é formar profissionais em cada área que cada individuo esteja cursando, para não ficarmos para trás em algumas situações, a instituição deve preparar nos para o mercado e também para a sociedade dando uma primeira experiencia, e o resto parte de nós agirmos sobre si.

     
  20. Anna Carolina Schmutzler

    4 de junho de 2014 at 10:32 pm

    Vivemos em um mundo capitalista,onde se trabalha apenas para consumir (e muitas vezes não temos condições para isso).Mais a sociedade exige que tenhamos um diploma exemplar,e que cursemos uma boa universidade,pois sem isso não vamos ser bem visto pela sociedade.
    A universidade tem o dever de nos formar e nos capacitar para uma determinada área de trabalho,pois exigem o melhor de nós,pois está cada vez mais disputado o mercado de trabalho,e nessa disputa só vence os melhores.

     
  21. Lucrecia Furlan (CESB 3°A n° 26 )

    5 de junho de 2014 at 3:21 pm

    a faculdade depois que terminamos o colegio é a ponte que nos leva em direção a uma carreira profissional ela deve ser a nossa base pra engressar no mercado de trabalho ela tem que nos preparar para diversas situações que vamos encontrar no mercado de trabalho e para a sociedade que vamos enfrentar daqui pra frente

     
  22. Amanda Oliveira (3ºB)

    5 de junho de 2014 at 9:01 pm

    “Universidade e Mercado?” Pois acho que é um amplo assunto para debates, pois hoje em dia tem aumentado mais e mais a concorrência, pois várias pessoas as vezes apenas entram em faculdades e universidades com a finalidade de pensar em um futuro com emprego e outros pensando em seu futuro dentro e fora desse ramo. Porém acho que faculdades,universidades e centro de ensinos é um lugar pra se preparar bem antes pois como citado é uma ponte para o caminho profissional e uma boa preparação, e também universidades se adequando mais para o o foco principal “mercado de trabalho” pois é ai aonde começa a maioria dos problemas o fato de vivermos em um mundo capitalista aonde se gera mais e mais concorrências.

     
  23. Meiryane

    13 de junho de 2014 at 10:30 pm

    Meiryane Bispo (3B)
    A universidade como uma instituição de ensino, deveria colocar se na posição de tal qual, preparando o estudante com uma imprencindibilidade de uma consistente base cultural, de solido conhecimento, emancipação e realização profissional, ensinando a estes como compreender a realidade de forma critica.Pòrem percebe-se que o mercado de trabalho è uma prioridade dentro da universidade , deixando de lado o estudante. Não basta suprir apenas as necessidades instantâneas e sim as de longo prazo.

     
  24. Gabriel

    19 de junho de 2014 at 9:30 pm

    Gabriel Covalchuk n:18(3º Ano A- CESB)
    A universidade existe para produzir conhecimento, gerar pensamento crítico, organizar e articular os saberes, formar cidadãos, profissionais e lideranças intelectuais. O desempenho dessas nobres e decisivas funções, porém, não é algo que se resolva no plano abstrato. Do mesmo modo que as demais instituições, a universidade está sempre historicamente determinada. Pode funcionar bem ou mal, cumprir com maior ou menor efetividade suas atribuições, ser mais ou menos admirada e respeitada. Ela não é perfeita nem inquestionável. Não está acima da sociedade nem desconectada dela. As próprias circunstâncias internas da instituição seu corpo docente, sua estrutura administrativa, seus dirigentes, estatutos e tradições – incidem sobre sua imagem e seu desempenho. Em certa medida, cada época, cada sociedade e cada Estado têm a universidade que podem ter, por mais que a instituição universitária, por sua própria natureza, tenha luz própria e possa, justamente por isso, operar com alguma liberdade em relação às circunstâncias histórico-sociais que lhe estão na base. Não se trata de dependência ou limitação, mas de determinação.

     
  25. Juliane Cordeiro (3 serie A CESB)

    30 de junho de 2014 at 9:13 pm

    Penso que é importante a universidade se preocupar com o que tem ficado falhos na graduação,ela deve formar o profissional para a vida, ensiná-lo a pensar, aprender, reaprender, estar sempre nesse processo de transformação.Ensinar o aluno a criar uma capacidade de analise e síntese, de analizar e ter uma opinião sobre o contexto em ele está.

     
  26. juuh (3 B)

    7 de julho de 2014 at 11:52 am

    As universidades estão aprimorando os métodos de ensinos. Isto, muitas vezes chega a prejudicar algumas pessoas pelo fato do mercado de trabalho não pedir determinada instituição de ensino e por escolherem as pessoas as quais trabalhar.

     
  27. Maisa Bolsoni (CESB 3°A N°29)

    10 de julho de 2014 at 5:58 pm

    As faculdades e Universidades que temos hoje tanto em nosso Estado como em nosso País, se “modificaram”, não é mais como era há 10 anos, não nos orientam para o mercado, não constroem um pensamento crítico e não nos mostram como realmente é o mercado de trabalho.
    Na dúvida do que fazer, por que não investir em um curso técnico profissionalizante? Pode ser uma forma de garantir emprego e logo começar a trabalhar enquanto não decide se quer ou não fazer faculdade e qual curso pretende… Como, no técnico, o estágio é obrigatório para a conclusão do curso, os alunos desde cedo têm contato com a realidade do mercado de trabalho, suas exigências e demandas. Em algumas empresas, o estágio é remunerado, mas não há regra… O investimento na faculdade é mais longo – dura cerca de quatro anos, enquanto o técnico gira em torno de três. Em compensação, o salário de uma pessoa com ensino superior tende a ser maior… “Com o curso técnico, o jovem vai à procura de emprego com algo definido, com uma especialização.”

     
  28. Juliana Cadorin 3ºA nª 21

    10 de julho de 2014 at 10:06 pm

    A universidade é fundamental principalmente nos dias de hoje, deve ensinar os ideais da vida com que as pessoas sejam bem capacitadas para entrar no mercado de trabalho com conhecimento critico voltado para a população em geral, não para suprir somente o mercado que esta ligado somente ao lucro, sucesso direcionado ao dinheiro e não aos valores da sociedade.

     
  29. Felipe Borgaro 3ºA

    12 de julho de 2014 at 10:10 am

    O problema das Universidades não está nelas exatamente, e sim, nas instituições anteriores, no inicio da coisa.
    A cidadania deveria ser ensinada na primeira ” instituição de ensino ” a casa das pessoas. Hoje em dia crescemos ouvindo que temos que estudar para conseguir um bom emprego e ” ser alguém na vida “. Mas, não poderíamos ser alguém na vida sem sermos pagos por isso ? O simples fato de matérias como sociologia e filosofia serem obrigatórias na grade escolar do país é algo que me intriga, a instigação ao conhecimento, a busca por uma solução dos problemas da sociedade deveriam partir de cada um, os alunos deveriam chegar na escola – e consequentemente na faculdade – como cidadãos, e não aprenderem a cidadania lá.
    Enfim, a Universidade é sim um local de preparação para o Mercado de Trabalho, sua função é formar profissionais, por isso, temos diversos cursos em diversas áreas. Infelizmente, o ponto de partida da educação das pessoas está danificado, como dito, crescemos ouvindo que devemos ganhar bem, para ter sucesso. Isso prejudica tanto na formação de um bom cidadão, quanto na de um bom profissional, pois enquanto o universitário poderia estar absorvendo mais sobre sua área de trabalho, e assim tornando-se um profissional mais qualificado, acaba tendo que aprender valores de ética e moral, que já deveriam ter sido ensinados desde o princípio.

     
  30. Eduarda de Campos 3ºA

    15 de julho de 2014 at 8:47 pm

    Sabemos que o dever das universidades além de preparar pessoas para o mercado, deve gerar conhecimentos e pensamento crítico, formar cidadãos conscientes e com ética, para cada vez evoluir como profissionais adequadamente. Por isso, é preciso que as universidades e as empresas caminhem juntas no processo de formação, tendo um mesmo âmbito e proposito, não apenas formar profissionais, mas sim um dever com a sociedade.

     
  31. Layla Cristina (3 B)

    23 de julho de 2014 at 11:34 am

    gostei dos comentários e do texto, são muito bem elaborados. A faculdade e a universidade são os grandes responsáveis por ensinar aos novos profissionais questões que envolvem o mundo, ou seja devem nos preparar para o mercado de trabalho, com isso mostrando o que vamos enfrentar no caminho que escolhemos. Vivemos em um mundo capitalista aonde se gera mais e mais concorrências. Por isso devemos ser muito bem treinados pra poder enfrentar oque vem pela frente

     

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