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A FLEXIBILIDADE DO IDIOMA PÁTRIO

26 set

A FLEXIBILIDADE DO IDIOMA PÁTRIO

                                                       Ederson Mota

Polêmicas à parte, quando se verifica as questões linguísticas mais urgentes, tem-se a impressão de que todos os problemas de alfabetização, leitura, compreensão textual  e produção redacional dos estudantes brasileiros estão resolvidas  e sanadas em suas raízes históricas. A discussão se prende, atualmente, a fundamentos ideológicos importados, sequer aceitos como respostas claras às interrogações de educadores sérios sobre como compartilhar conhecimentos na diversidade ou como recuperar o atraso do país diante do novo contexto mundial.

O que se discute como pauta relevante nada mais é do que o entendimento das várias modalidades da língua portuguesa que existem desde sua origem, no século XII, considerando ainda o fato de que os portugueses, nas grandes navegações, propagaram o idioma por ocasião do processo de colonização.

É obvio que existe o reconhecimento das diversas formas de expressão e também que podem ser aceitas como processo linguístico oralizado, eficiente, cultural, mas muitas vezes hermético, congelado no tempo e distorcido em suas significações através das gerações.

Mas é importante frisar que o ensino da língua portuguesa, ainda que existam contestações, precisa respeitar regras, fundamentos e alguns formalismos, caso contrário, adentra-se no subterrâneo do relativismo, nos descaminhos do senso comum onde a verdade e o conhecimento jamais serão encontrados. A escola não vive um mundo à parte, mas sim, representa uma parte do mundo, e os educadores não podem disfarçar, simular ou mascarar a realidade para os seus estudantes.

De que adianta aceitar o erro e justificá-lo desta ou daquela forma, fundamentando-se neste ou naquele autor “mais atualizado” se em todos os momentos vividos pelos educandos, além dos limites dos educandários, estes irão enfrentar a competitividade do mercado de trabalho, a rigidez dos concursos públicos, a pressão dos vestibulares, dos testes e entrevistas, das promoções e outros exames de suficiência, sempre com a presença, incômoda para alguns, de questões inspiradas na Gramática da Língua Portuguesa.

É como dizia, nos anos setenta, o visionário e sábio professor de linguística, Eurico Back : “deixem o erro prosperar  e assistam à desintegração do idioma português; a omissão terá como resultado a semeadura da ignorância”.

                                                                                                                                                         *Ederson Mota é colunista do CN e professor da UnC             

 
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Publicado por em 26 de setembro de 2011 em Artigos, Professor Ederson Mota

 

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